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Corte de gastos é solução temporária para problema fiscal, diz cotado para assumir Fazenda sob Flávio Bolsonaro

Corte de gastos é solução temporária para problema fiscal, diz cotado para assumir Fazenda sob Flávio Bolsonaro...

Corte de gastos é solução temporária para problema fiscal, diz cotado para assumir Fazenda sob Flávio Bolsonaro
Corte de gastos é solução temporária para problema fiscal, diz cotado para assumir Fazenda sob Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA, 7 Out (Reuters) - O economista Marcelo Kayath, ​um dos cotados para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta quarta-feira que o problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido apenas com corte de gastos e afirmou que essa 'parada de arrumação' é algo temporário para o país voltar a crescer.

'O problema do Brasil só vai ser resolvido com o crescimento. O problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido com corte de gasto', disse Kayath em entrevista à CNN Brasil.

'Corte de gasto, parada de arrumação... é uma coisa temporária pra gente ajustar ⁠as ⁠contas e dar as condições para o ​Banco Central ‌cair (sic) os juros e a partir daí a gente arrumou de novo o carro, a gente volta a acelerar', acrescentou.

Kayath destacou que essa ação poderá levar daqui a um a três anos o país, dependendo das condições, a começar ⁠a crescer de 3% a 4%. 'Aí sim vamos ter solução mais permanente ​para nosso problema fiscal', frisou.

Na entrevista, o economista e ex-diretor do Credit Suisse ressaltou ​ainda que só cortar não vai resolver o ‌problema. Ao dizer que ​é algo ⁠temporário, ele fez uma analogia com ir ao dentista, afirmando que ninguém gosta, é chato, mas depois vai trazer prosperidade, oportunidade, emprego e renda.

Kayath não deu detalhes de como seria ​esse ajuste nas contas e até se haveria uma espécie de PEC da transição com propostas para melhoria dos gastos públicos.

O economista disse que as medidas têm que ser cirúrgicas e fez questão de afirmar em vários momentos da entrevista que é necessário ​preservar os programas sociais, que não podem ser afetados, 'essa é uma premissa básica'.

'Em um país desigual como o Brasil, a gente não pode partir e começar um ajuste com os mais pobres e mais necessitados que têm que sofrer primeiro', disse.

Após Flávio Bolsonaro ter surpreendido e ficado à frente na votação do primeiro turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a explorar que uma eventual vitória do adversário ​poderia levar ao fim de programas sociais como Bolsa Família, entre outros. O candidato do ‌PL nega.

Questionado se assumirá a Fazenda em ⁠uma vitória de Flávio no segundo turno, Kayath afirmou que nunca conversou com o candidato sobre o tema.

'Nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos, nunca tivemos ⁠essa conversa e sinceramente o momento não é de ⁠falar em cargos... vamos esperar a eleição ⁠passar, ver como ⁠a ​eleição termina, como se elegeu e com qual maioria', ponderou.

(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Alexandre Caverni)

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